Teste do olhinho

10 de fev de 2018
Existem hoje em dia vários tipos de exames que são realizados logo que o bebê nasce, antes mesmo da alta hospitalar. São triagens neonatais que podem prevenir doenças e até mesmo detectar alguma alteração o mais cedo possível para evitar sequelas mais graves. moreO ”Teste do Olhinho” (ou o teste do reflexo vermelho) é o mais importante teste de triagem visual que tem como objetivo identificar alterações na transparência das estruturas oculares. É capaz de identificar as principais causas de cegueira na infância. O exame deve ser realizado de rotina em todo recém-nascido nas primeiras semanas de vida. Pode ser feito no berçario, na sala de parto, ou no consultório, pelo médico, em especial pelo pediatra, neonatologista ou oftalmologista. Ao contrário do teste do pézinho, que é conhecido nacional mente, os testes da orelhinha e olhinho são muito menos ”famosos” entre os pais. A explicação para a pouca fama se deve ao fato de ambos os testes serem realizados somente em alguns Estados e cidades do país. Para o teste é utilizado um aparelho chamado oftalmoscópio direto que é posicionado à aproximadamente 50 cm a 1m dos olhos da criança, direcionado às pupilas simultaneamente. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo (dependendo da incidência de luz e da pigmentação da retina) e significa que as principais estruturas internas do olho (córnea, câmara anterior, íris, pupila, cristalino e humor vítreo) estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida de forma normal. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. O ”Teste do Olhinho” é simples e indolor, e pode detectar qualquer patologia que cause alterações na transparência das estruturas oculares tais como córnea, cristalino, vítreo e retina. As doenças que são mais facilmente identificadas pelo teste do olhinho são Catarata Congênita (causa importante de cegueira infantil) e o Retinoblastoma (tumor intraocilar mais frequente na infância). Outras doenças também possíveis de serem identificadas são: Retinopatia de Orematuridade, Glaucoma Congênito, Toxoplasmose, Hemorragia Vítrea, entre outras. Segundo dados estatísticos essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo. Resumindo, o Consenso da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica sobre quando examinar e qual a frequência dos exames em crianças, SUGERE que: - O primeiro exame deve ser realizado pelo pediatra, antes da alta da maternidade (TESTE DO OLHINHO). - Após o ”Teste do Olhinho”, é importante a realização de um EXAME OFTALMOLÓGICO completo (com dilatação de pupilas) feito pelo OFTALMOLOGISTA, pois o ”teste do olhinho” é apenas um exame de triagem. Esse exame oftalmológico ainda deve ser repetido a cada 6 meses durante os dois primeiros anos de vida, pois existem doenças que não estão presentes logo ao nascimento. - Nas crianças NORMAIS, um exame anual completo deverá ser realizado até o total desenvolvimento da visão, isto é, até os 10 anos de idade. Na prática, muitos pediatras preferem encaminhar o recém-nascido ao oftalmologista para a realização do Teste do Olhinho, que neste caso ja aproveita e faz o exame oftalmológico completo. Não deixe para depois – Pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave sequela visual infantil podem ser prevenidos ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Daí a importância do teste do olhinho. O pior de tudo é que mais da metade dos casos só tem o problema descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica prevê cerca de 710 novos casos de cegueira por ano. Prematuros – Bebês prematuros devem obrigatoriamente realizar esse teste visual, de modo que afaste o risco da retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.