Notícias

A identificação dos sentimentos

19 de jun de 2018
Você entende sobre os sentimentos dos seus alunos ou filhos? Educação Emocional e Saúde Mental – reflexões necessárias para o nosso cotidiano! Estamos lembrando de desenvolver em nossas crianças, consciência e habilidade emocional para que tenham autonomia em situações conflitantes? Mesmo que já façamos algumas iniciativas nessa área, vamos ver se é possível dar passos além do que já fazemos? Nós, adultos, quando temos alguns problemas (pelo menos grande parte de nós), sabemos contornar as situações (se assim desejarmos e se nos esforçarmos), pois temos consciência sobre o que é a raiva, dor, tristeza, etc. Mas, e as crianças? Como conseguirão solucionar com bom êxito os momentos de crise se não souberem exatamente o que sentem? É importantíssimo que as crianças tenham capacidade de perceber, identificar e dar nomes aos sentimentos: às próprias emoções e as dos outros também. Para que isso seja possível é fundamental que adquiram vocabulários favorecedores. Quer uma dica para iniciar esse exercício? Não é difícil! E é bom seguir uma sequência: para que saibam falar dos próprios sentimentos é necessário que primeiramente consigam expressar diferentes ideias sobre os sentimentos com os elementos ao redor. Podemos perguntar como se sentem ou no que é possível pensar quando olham para o sol, mar, jardim, montanha. Podemos dar os primeiros exemplos até que aprendam esse exercício. Exemplo: “Me sinto sempre muito alegre quando vejo o sol, ele me lembra sobre ser forte e radiante”. Agora é a sua vez: o que é possível sentir quando vemos uma montanha filho? Ou então: você tem qual sentimento ao olhar para o mar?” Depois, com o passar do tempo, quando já souberem nomear sentimentos sobre aspectos do meio, devemos elevar o nível: quais são os amigos que despertam bons sentimentos? Que tipo de sentimento te remete cada amigo? Quais os motivos? Vejam o quanto é simples o recurso do diálogo. E pode ser usado no carro, na hora do almoço, enfim, em muitas situações.Isso é só o começo! Mais desafios? Como se sentem diante de ameaças? Trovão? Inundações? Aranhas? Enfim, após a aquisição de certos vocabulários e com as conversas anteriores, chegarão no nível de se expressarem com diferentes indicadores emocionais. Pais, mães, professores, todos nós podemos ajudar as crianças para que desenvolvam consciência emocional, pois é dessa forma que terão a possibilidade de conhecer as próprias emoções. São os sentimentos que geram as emoções. Para controlar as emoções e ter domínio e equilíbrio sobre elas é necessário que durante o desenvolvimento ocorram oportunidades de exercício dessa natureza. Quando temos emoção é porque algum sentimento aflorou. Logo, dominar as emoções significa conhecer os sentimentos, saber falar sobre cada um deles e identificá-los e si mesmo, nos outros e nos elementos do meio em que se vive! É claro que, para exercitar com os filhos esse tipo de trabalho, de educação emocional, é preciso bastante força de vontade. Afinal, é muito fácil e cômodo não prolongar os assuntos, encerrar uma birra com bronca, ou terminar a confusão entre os filhos com um castigo, sim, é mais simples. Conversar, investir em vocabulários próprios dos sentimentos, pedir que se expressem, que apontem os diferentes tipos de sentimentos, é mais custoso, não há dúvidas. Porém, o que vale refletir é que os filhos que não receberem essas oportunidades, terão chances menores na habilidade das questões emocionais. Crianças e adolescentes que exercitarem constantemente o exercício reflexivo sobre as questões dos sentimentos e emoções, serão adultos com excelente Saúde Mental. Esse assunto é tão importante, pertinente e necessário que hoje em dia já é possível encontrar instituições que estão levando para as escolas e para as famílias projetos de trabalhos nessa área, como é o caso do Projeto Cuca Legal, desenvolvido pelo psiquiatra Rodrigo Bressan, com foco principal em prevenção da Saúde Mental com projetos escolares que auxiliam no desenvolvimento das capacidades de identificação de sentimentos e emoções. Bom, dito isso tudo, agora vamos pensar em possibilidades bem simples, com dicas a serem realizadas por pais ou profissionais: O livro ‘Boa noite Ratinha’, é uma das diversas obras que permite diálogo sobre medo. Você sabe do que seu filho tem medo? Tem falado sobre medo com ele? Ajude-o a entender o que é esse sentimento, assim, de forma simples: leia ou crie uma situação que envolva um DVD ou algum livro como esse da Ratinha, que trata do tema e, naturalmente, inicie um bate papo bem espontâneo. Exemplo: "filho, gostei desse livro (ou DVD), ele fala sobre medo, achei interessante” Em seguida conte algo seu que lembre sua infância e como foi importante superar, depois dê a chance da criança se expressar. Esse tipo de vivência pode ser realizada com filhos em idades diversas, basta ter o material adequado, apropriado para a idade. Outro exemplo bacana: você sabe se seu filho tem pesadelo ou se já teve? O DVD, Meteoro, é bem propício para falar de pesadelo. Em um dos capítulos, um dos personagens tem pesadelo e leva-o para a vida real. Isso o atrapalha bastante com os amigos. Esse é um DVD divido em capítulos, ou seja, são cenas com episódios curtos, dá para ser usado facilmente na nossa correria cotidiana. Por meio do assunto sobre pesadelo dá para falar sobre diversos vocabulários dos sentimentos: medo, angústia, insegurança. Vale a pena, principalmente com os meninos, que adoram histórias com carros. Mas o filme é tão dinâmico e colorido que a meninas acabam gostando também. Já usei clinicamente tanto com menino, como menina, e os resultados foram excelentes, pois favoreceram longas conversas sobre assuntos que nunca tínhamos abordado. Fica a dica! E o gostoso desse DVD é que existem vários livros sobre diferentes histórias com carros, como esse livro da foto. Acaba estimulando a leitura, é bem interessante para crianças.   Vejam que não é difícil simular um momento que proporcione o diálogo sobre assuntos de sentimentos e emoções. Basta uma pitada de força de vontade e outra de criatividade! Se desejam ter filhos ou alunos com maturidade emocional, construam situações que envolvam a educação emocional por meio de exercícios reais, dia após dia, e assim, aos poucos, perceberão ótimos resultados! Roberta Leal Pimentel (www.robertapimentel.com.br) Mestre em Educação, Especialista em Psicopedagogia e Pedagoga   more Parceiros da Revista: - A Papira Gráfica Online, parceira a 04 anos da Revista, faz toda impressão das edições e distribuição para todo o Brasil de nossos exemplares. Na área gráfica, a Papira é destaque na venda de cartão de visita, flyers, panfletos, folhetos, cadernos personalizados e materiais gráficos em geral. Tags: cartão de visita, cartao de visita, panfletos, folhetos, flyers, gráfica online, grafica online, cadernos
Artigo anterior

Mães e pais permissivos? E agora?

Artigo seguinte

Top Fã