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Mães e pais permissivos? E agora?

23 de maio de 2018
Mães e pais permissivos? E agora? Dicas e reflexões importantes! Em pauta: Saúde Mental e a Educação Emocional.
Se a famosa birra faz parte do convívio familiar com seus filhos, esse texto pretende lhe ajudar! As birras não são saudáveis para a vida dos filhos, que apesar de serem os autores de tais atitudes, demonstram que não estão conseguindo se expressar ou se controlar da forma adequada. O tema de hoje faz parte de um novo contexto de assuntos do Blog Aprendizagem Humana: Saúde Mental e educação Emocional! Desenvolver o domínio interno sobre questões emocionais favorece as relações com os amigos, consigo mesmo e com os familiares, consequentemente coopera na estabilização de caminhos saudáveis de desenvolvimento, contribuindo com melhores oportunidades para a construção da aprendizagem escolar, a resolução de problemas e, além disso tudo, ainda ajuda na administração do bem-estar pessoal e social. Motivos mais que especiais para nos dedicarmos em leituras dessa natureza, não é mesmo? O objetivo de abordar assuntos sobre Saúde Mental e Educação Emocional é compartilhar as competências, atitudes, e conhecimentos necessários para auxiliar crianças, adolescentes e até mesmo adultos na expressão e adequação de formas apropriadas a respeitos das emoções. Envolve o domínio de sentimentos e seu reconhecimento. Reflexões: 1- É preciso lembrar que, quando acontecem birras frequentes, que saem do controle, faz-se necessário acender um alerta: qual tem sido o fator gerador que não está colaborando para o equilíbrio das emoções? Esse tipo de pergunta a si próprio possibilita uma mudança, pois não se indaga apenas o motivo da birra e sim o motivo que leva uma criança a sair do controle. Você está acostumada (o) a tentar solucionar a birra indagando a criança para que ela explique porque está fazendo aquela cena da birra? Que tal mudar esse contexto? Busque usar vocabulários corretos nessa situação, que fazem parte de uma educação emocional. Vejam... As birras podem demonstrar que estão faltando mais possibilidades para o desenvolvimento das habilidades emocionais. Os filhos precisam saber identificar os motivos do choro, necessitam desde bem cedo perceber nos pais bons exemplos de equilíbrio emocional. Se as birras acontecem com bastante frequência está faltando habilidade emocional que poderá ser adquirida aos poucos. Quando as crianças se acostumam desde a primeira infância (de zero a seis) a identificar sentimentos e se habituam a conviver com bons exemplos familiares, terão mais chances de controle emocional. É a maturidade emocional que possibilita o controle nos momentos de birra, assim como permite o domínio em outras situações de conflito e não apenas nas birras. Quem está sendo trabalhado emocionalmente, aprende a nomear os sentimentos, a diferenciar as emoções e, por consequência, consegue maior equilíbrio nas situações desafiadoras. Como conseguimos isso? Verbalizando sempre para os filhos os nomes das emoções (tristeza, raiva, medo, dor...) para que possam aprender a controlar essas situaçõese assim saber explicar e dialogar ao invés de gritar a fazer birra. Se uma criança faz birra ou comete um erro de comportamento, recebe um castigo e, pronto, qual terá sido a possibilidade dela entender o que se passou com ela mesma? Como terá exercido a função de se controlar? Elas precisam entender o que se passa para se controlarem, por isso o diálogo franco e instrutivo, com vocabulários do contexto emocional, ajudam bastante. Ter domínio emocional equivale a ter uma consciência dos sentimentos. Seus filhos possuem consciência emocional? Por meio da consciência é possível buscar uma adequação na hora de um desafio e assim tentar exercer a autonomia, ou seja, optar por uma solução, uma escolha para superar um problema. Sem colocar em prática questões da educação emocional, como as crianças poderão optar por situações que substituam as birras? Entrar numa crise de birra, choro incontrolável e crise emocional, não ajuda a trazer solução, precisamos verbalizar isso para os nossos filhos! As crianças devem ter a chance de entender isso e certamente serão adultos com altas competências emocionais. Vamos buscar no nosso cotidiano colocar em prática os vocabulários que favorecem a educação emocional? Em cerca de um ano, os resultados já serão encantadores. Nos dois ou três primeiros meses, poderá parecer que eles não estão ligando para os ensinamentos, mas após o terceiro, perceberão que há realmente um ensinamento em jogo e começarão a dar maior atenção. Com cerca de cinco ou sete meses farão as primeiras tentativas de autocontrole e tentarão colocar os ensinamentos em prática. Deveremos dar bastante suporte, se fracassarem, caberá à nós o estímulo para que continuem tentando e para que sejam resilientes! Após oito ou nove meses já se sentirão bem mais seguros e começarão a expressar com maior naturalidade a educação emocional. Vale para várias idades, dentro do contexto de maturidade de cada criança. Eixos fundamentais: o suporte dos pais, o incentivo e, mais ainda, bons exemplos! Roberta Leal Pimentel (www.robertapimentel.com.br) Mestre em Educação, Especialista em Psicopedagogia e Pedagoga   more Parceiros da Revista: - A Papira Gráfica Online, parceira a 04 anos da Revista, faz toda impressão das edições e distribuição para todo o Brasil de nossos exemplares. Na área gráfica, a Papira é destaque na venda de cartão de visita, flyers, panfletos, folhetos, cadernos personalizados e materiais gráficos em geral. Tags: cartão de visita, cartao de visita, panfletos, folhetos, flyers, gráfica online, grafica online, cadernos
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