Ultrasonografia 4d – A imagem em benefício da ciência

10 de jan de 2018
Antigamente as pessoas não poderiam nem imaginar que existiria um aparelho que pudesse ver o bebê dentro da barriga. Era uma surpresa à hora do parto: “Papai vai ser uma menina”, e só assim descobriam o sexo do bebê.more Mas o tempo foi passando e a tecnologia se aperfeiçoando, o que antes era inimaginável virou realidade, a evolução da ultrasonografia já permite identificar os precursores do pênis ou do clitóris nos primeiros três meses de gravidez, embora possa haver até 25% de erro antes da 14ª semana de gestação. Até aí tudo bem, mas como se já não bastasse, a ciência resolveu deixar as coisas ainda melhores para os ansiosos papais de plantão, e desenvolveram a ecografia 4D. É um ultra-som de alta tecnologia, com imagens de boa qualidade da superfície fetal. A imagem é tridimensional, só que visualizada em tempo real, ou seja, com o bebê em movimento. Ela permite que sejam bem visualizados os traços do bebê como: nariz, boca, orelhas, pés, mãos, genitália e expressões. Possibilita também a visualização de detalhes da fisionomia e identificam-se semelhanças com os pais. Proporciona uma maior aproximação entre o casal e o seu bebê. “Senti uma alegria enorme em ver que estava tudo bem com meu bebê, ver seus traços. Isso acaba nos deixando mais tranqüilos durante a gestação, além de ter nos aproximado mais do nosso filho”, comenta a Instrumentadora Cirúrgica, Wania Bogo, que espera ansiosa a chegada de seu segundo filho, Felipe. Segundo a Doutora Ana Paula Passos, do Instituto da Mulher e Medicina Fetal (Immef) “Todas as gestantes podem usufruir desse tipo de exame como forma de complementação de qualquer ultrassonografia realizada durante o seu acompanhamento pré-natal”. E sob o ponto de vista médico ela comenta ainda que possibilita algumas vantagens como: “realização de cálculos mais precisos de volumes, principalmente de estruturas assimétricas, o que é inviável com a ultrassonografia convencional; analisar pequenos defeitos de superfície; torna possível a realização de cortes tomográficos em qualquer plano; STIC (Spatio Temporal Imaging Correlation), que é uma nova técnica de aquisição da imagem do coração fetal – em movimento, possibilitando sua avaliação posteriormente em diferentes cortes; e uma das contribuições até agora mais valorizadas: a melhor compreensão das imagens pelos pais e profissionais de outras especialidades”. Cada vez mais estudos vêm sendo realizados para se avaliar a aplicabilidade clínica da ultrassonografia tridimensional, a fim de se ampliar o seu uso rotineiro como método diagnóstico. Será de grande importância como método adicional na avaliação de estruturas complexas fetais e no diagnóstico de determinadas anormalidades, completando assim o exame bidimensional. Ana Paula garante ainda que não existe risco de se fazer o ultrasom , portanto pode ser realizada tranquilamente “não há limitações ao número de procedimentos, pois não apresenta qualquer contra-indicação, não podendo causar nenhum prejuízo à gestação”. No início da gestação o exame será uma complementação do exame de rotina, focando uma visão mais geral do embrião e seus anexos. No início do segundo trimestre de gravidez será observado o movimento do feto, sempre de uma forma geral. A partir da metade do segundo trimestre, até o terceiro trimestre, a visão será mais voltada para a face fetal e, quando possível, para extremidades e genitália. Wania comenta ainda que “Ver meu filho se movimentando em tempo real é muito emocionante”. Vale a pena conferir!.